30/06/2016

Os cinco melhores papeis de Natalie Wood, já crescida!

Uma das atrizes mirins que melhor fizeram a transição para a vida adulta, Natalie Wood é uma mulher com beleza sem igual, misturando inocência e sensualidade, sempre com muita classe. Começando sua carreira com apenas 4 anos de idade, quando sua mãe, a controladora Maria, fez o impensável para que sua filha conseguisse o papel: ela pegou uma borboleta e tirou as asas na frente da filha para que ela chorasse incontrolavelmente e continuasse a cena.

Com sete anos ela conseguiu um ótimo papel ao lado de Orson Welles, o cineasta problemático e ex-marido da sereia das telonas, Rita Hayworth, com Tomorrow is Forever e logo em seguida seu papel no clássico de natal, De Ilusão Também se Vive.

E é claro que no mês do aniversário dessa grande atriz das telas, apesar de péssima cantora, vamos conferir apenas cinco de seus melhores papeis, embora ela tenha muitos outros!

12/05/2015

As vidas sem rumo dos greasers e dos socs

"Paul Newman e uma carona para casa." 
Essas são as duas coisas que passam pela cabeça de Ponyboy Curtis quando o livro 'Vidas sem rumo' começa e é também a imagem que permanece conosco pelo resto das páginas. O sentido de rebeldia e da incompreensão de garotos tão novos e já tão endurecidos pela vida que o destino cruelmente lhes fez enfrentar é o mote de cada um dos rapazes retratados no livro.

Vidas sem Rumos (The Outsiders)foi o primeiro livro publicado da então adolescente, Susan E. Hinton. Ela, com então 15 anos de idade, não estava satisfeita com o tipo de literatura juvenil que lia. De acordo com a escritora, a inspiração da história veio quando um de seus amigos apanhou de outro grupo porque ele era um greaser* de outra gangue. Esse é o começo do livro e da história de uma publicação tão influente na vida dos jovens adolescentes.

Nascida em 1948, seu envolvimento com o embate de classes sociais
deu origem a um clássico da "nova literatura".

26/04/2015

Os filmes adolescentes que você precisa assistir! (Parte 1)

Todo mundo, ou aqueles mais fanáticos por cinema, já assistiram 'O Clube dos Cinco' (1985), 'Mulher Nota Mil' (1985),  'As Patricinhas de Beverly Hills' (1995) e até  'Negócio Arriscado' (1987). O problema é que, uma hora ou outra, assistir os mesmos filmes em sequência consegue nos cansar. Nunca, nem ninguém, vai mudar a sua relação com o filme que você ama, mas nada o impede de conhecer alternativas para aqueles dias que você quer sair da mesmice!
E nada melhor do que as comédias românticas teens dos anos 80 e 90, em suas típicas temáticas loucas que somente seriam aprovadas naquela época, para animar suas noites, com ou sem pipoca!
Vamos lá?

Vamos dar um chega para lá nos filmes de sempre!

19/04/2015

Cynthia Lennon - Uma Estrela de Mérito Próprio

Para os beatlemaníacos fanáticos, não é nenhuma surpresa saber que Cynthia Powell, a primeira esposa de John Lennon, e mãe de Julian, morreu no dia 1º de abril deste ano, vítima de um câncer fatal.
Para muitos, ela será conhecida como a esposa de um dos homens mais influente do século XX. Porém, essa mulher também tinha várias outras facetas: era uma pintora, cantora e uma sobrevivente.

Ela não era uma querida? 

07/04/2015

10 casais cinematográficos que têm química, até de mais!

A quantidade de trabalho que se coloca em um filme, é muitas vezes imensurável. De revisões de roteiros, improvisações, luz, maquiagem, dublês, posicionamento de camêra e até torcer para que o momento perfeito transpareça entre as películas, o resultado final no cinema nunca é exatamente aquele que o seu criador esperava.
O que todos concordam, no entanto, é que a atriz ou o ator certo podem montar ou desfazer o filme em apenas poucos minutos de aparição na tela.
Que tal conhecer 10 casais que surpreendem na telona? Sem ordem de preferência, por favor, que isso seria impossível!

10. Sangue e Areia (Blood and Sand), 1941

Rita Hayworth e Tyrone Power

Embora a primeira - e a última - parceria dos dois nas telonas, Rita (Dona Sõl) com sua sedução que quase destroi a vida de Juanillo (personagem de Tyrone) consegue até ofuscar a parceria dele com a atriz Linda Darnell - maravilhosa atriz, por sinal -, com quem ele fez 4 filmes.
O filme catapultou a carreira promissora de Hayworth e embora compartilhem poucas cenas românticas, a química entre os dois, na minha opinião, merecia ser muito mais explorada do que foi.
Atuações geniais!

29/03/2015

A Utopia dos Mamonas Assassinas

Mamona.
Segundo o dicionário Michaelis, a palavra deriva do substantivo mamona + eiro: um arbusto ruderal da família das Euforbiáceas, sendo a mamona a sua semente. Essas sementes, ademais, são tóxicas.
Podemos, então, fazer um paralelo com a semente, como um veneno que preenche e subitamente mata, e o sucesso meteórico da banda Mamonas Assassinas.
Juntos desde 1989, Sérgio Reoli e seu irmão Samuel e Bento Hinoto, formaram a banda Utopia, que já começando pelo espírito da irreverência de um futuro Mamonas, não possuíam um vocalista. A adição somente ocorreu em um dos shows da quermesse no Cecap; bairro de Garulhos-SP, local onde os integrantes moravam; quando começaram a tocar Sweet Child O' Mine dos Guns N' Roses e pediram que alguém com coragem da plateia fizesse o vocal. O destemido foi Alecsander Alves, o popular Dinho. Com seu jeito irreverente e enrolando a letra, já que mal sabia falar em inglês, ele se uniu em direção à um futuro sucesso ininterrupto de mais de sete meses. Júlio Rasec, primeiro roadie e depois tecladista da banda Utopia, pré Mamonas, se uniu ao grupo a pedido do Dinho.
O resto, meus amigos, é história na música brasileira.

Vamos descobri-la? 

18/01/2015

O efeito Hugh Grant

Hugh Grant e comédias românticas são sinônimos desde 1994, com sua estreia internacional no coração dos apaixonados com o filme 'Quatro Casamentos e um Funeral.' Munido com seu famoso charme inglês e gaguejando por suas falas, Hugh juntamente com Julia Roberts causou o Efeito Notting Hill: o nome de um estudo que mostra que pessoas que vivem assistindo rom-coms tendem a ter uma ideia distorcida da realidade dos relacionamentos.
Eu não concordo, já que desde os tempos Antigos com as fábulas e na Grécia com a Mitologia, o ser humano sempre busca válvulas de escape na arte, quer seja falada ou vista.
De qualquer maneira, este post é dedicado as comédias de Hugh, em seus pontos altos e baixos.
Que tal dar uma olhada?

Acompanhe-nos, por favor. 

10/01/2015

Second Sight - O livro de "Os Dois Mundos de Jennie Logan"

Viagens no tempo à procura de um amor verdadeiro são filmes quase certos de obterem um sucesso imediato. Películas como Em Algum Lugar No Passado (1980), A Casa do Lago(2006) e Eu te amo, Eu te Amo (1968) mostraram que um bom romance é sempre crível não importa em qual século ele esteja inserido.
Minha história com Os Dois Mundos de Jennie Logan já vem de muito longe, com a minha mãe procurando pelo filme. Apaixonei-me de imediato e quando descobri que foi inspirada em um livro fiz de tudo para conseguir uma cópia.

Primeiramente o procurei em sebos, que nem sequer haviam ouvido falar no livro e não, não há sequer um exemplar traduzido para o português, infelizmente. Em segundo, pedi para uma amiga que viajou para o exterior receber a encomenda dele que fiz pela Amazon por mim. Nenhum resultado, já que como era minha primeira vez fazendo compras por lá não consegui realizar a tempo e ela voltou para cá, sem meu livro.. Enfim, após juntar algum dinheiro do meu salário, atrevi-me a entrar na Amazon de novo e depois de dois meses meu livro finalmente chegou em Setembro de 2014!

Fiquei super feliz de receber meu exemplar! 

28/12/2014

Filmes: A Abadia de Northanger de 1987 e 2007

*AVISO: Essa resenha contém spoilers tanto do livro quanto das suas 
adaptações cinematográficas! Não diga que não avisei!* 

A Abadia de Northanger, o primeiro livro que Jane Austen escreveu e porém um dos seus últimos a serem publicados, conta a história de Catherine: uma moça modesta, ingênua e que é grande fã dos livros de mistério gótico da escritora Ann Radcliffe. Convidada por um casal amigo de seus pais, os Allens, Catherine passa a alta temporada em Bath para conhecer pessoas novas. Lá ela faz amizade com os Thorpe, por serem conhecidos da Sra. Allen- aqui ressalto que na época em questão quando em um baile a pessoa só poderia conversar com alguém que era seu conhecido- principalmente com Isabella e John que depois Cath descobre serem nada além de interesseiros.

Mas em sua jornada ela também conhece o encantador Sr. Henry Tilney, um clérigo por volta dos 25 anos, que com seu sarcasmo consegue conquistar Catherine logo em sua primeira dança. Com uma mente muito fértil, assim que ela é convidada pela família Tilney a ser hóspede em sua abadia, a mente fértil de Cath age a mil e assim quase estraga sua felicidade ao lado de quem mais ama.

Ilustração feita para a edição do livro em 1907 por C.E Brock

25/12/2014

A Rainha do Blondie: Debbie Harry

"A única pessoa em quem eu realmente acredito é em eu mesma!"; "Como alguém pode ser mulher e não ser feminista?Essa é minha questão!" e "Você sempre se apaixona pelo cara perigoso ou aquele que é um pouquinho malvado. A gente não consegue evitar!"
Frases assim ditas de forma tão direta, mas ao mesmo tempo de modo tão impactante saíram da boca de Deborah Ann Harry. Adotada com três meses de idade, além de sempre expressar o seu não desejo de ter filhos e até de casar, Debbie fez parte de uma das bandas mais influentes do punk- Blondie- e é considerada até hoje uma figura cult no mundo da música.


22/12/2014

A gótica Abadia de Northanger de Jane Austen

Eu, geralmente, devoro livros numa velocidade rápida demais. Um até três dias é o máximo para que eu leia um exemplar, não importando muito o tamanho. Conto isso não para me gabar, mas para dizer que com os livros de Jane Austen a minha relação é diferente de qualquer outro. Às vezes demoro semanas para ler o livro, simplesmente porque quero saborear cada sarcasmo, cada diálogo e cada descrição.
As histórias de Austen, na minha opinião, devem ser degustadas de forma vagarosa.
Digo isso, porque esse meu padrão continuou ao ler a Abadia de Northanger.
Esse livro ganha como a capa mais linda de 2014 para mim.

17/12/2014

Marilyn Monroe e as Almas Desesperadas de 1952

Marilyn Monroe foi sempre considerada, por mim, uma das grandes atrizes do cinema. Uma,que infelizmente, não confiava em suas capacidades e que esperava a aprovação daqueles à sua volta para se auto validar. A prova concreta disso, ao meu ver,  foi concordar em atuar no filme "Os Desajustados" de 1960, que seu terceiro marido, o roteirista Arthur Miller escreveu como um presente para ela! E que presente mais detestável, retratando-a como o esteriótipo da "loira burra e fatal" que ele esperava que ela fosse.
Mas antes de tudo isso, até antes do seu primeiro grande sucesso com Os Homens Preferem as Loiras de 1953, Marilyn atuou no que podemos considerar seu primeiro papel sério- e protagonista- interpretando uma doce, porém conturbada jovem chamada Nell Forbes, na verdade Nell Munro se nos guiarmos pelo livro. O nome, no filme é claro,  foi mudado porque Monroe e Munro eram muito parecidos. Até demais.
O filme era Almas Desesperadas de 1952.

25/11/2014

Tocando a Distância - Ian Curtis e o gostinho de quero mais do Joy Division

A pergunta mais frequente que escutei ao ler o livro "Tocando a Distância" da esposa do finado Ian Curtis foi: "Quem é esse?"
A maioria das pessoas talvez não estejam familiarizadas com o Joy Division e a figura emblemática do cantor que dava tanto de si no palco quanto na vida. Não os julgo, já que a banda se desfez depois do suicídio de Curtis aos meros 23 anos de idade e à beira de um sucesso internacional nunca concretizado.
Conheci a banda através da música mais famosa deles e àquela que a revista britânica NME nomeou como a melhor canção de todos os tempos: Love Will Tear Us Apart. Fiquei impressionada com a voz marcante e honestamente melancólica de Ian. Precisava saber mais e mais sobre a banda e sobre ele também.
Por isso quando a biografia de Deborah Curtis sobre Ian foi finalmente lançada aqui, com um atraso de 15 anos devo dizer, corri para comprar.
Lançada em 1995, a biografia conta sobre um dos
vocalistas mais emblemáticos do pós-punk.

13/10/2014

5 músicas que não são sobre o que você imagina

Olá a todos. Para inaugurar meu post de volta - estou sem postar aqui por algum tempo devido a rotina caótica de estudos + trabalho - resolvi me redimir falando sobre alguns curiosidades musicais que aposto que muitos de vocês não sabem. E se sabem, vale a pena recordar: que muitas músicas não são exatamente o que pensamos.
Vamos lá?

1. Looking for a Kiss - New York Dolls

Sobre o que as pessoas acham que a música fala: cocaína.
Sobre o que a música realmente fala: a paixão de David Johansen por Cyrinda Foxe.


20/07/2014

Adoráveis Mulheres 1933 X 1949 X 1994

O livro As Mulherzinhas ou Adoráveis Mulheres- depende da tradutora- de Louisa May Alcott continua atraindo leitores até hoje. A história das irmãs que apesar de tudo ainda se amam reúne várias personagens de ouro como: Jo, a moleca, Amy, a atrevida, Beth, a timída e Meg, a vaidosa.
O livro, como parte de um padrão típico de Hollywood, foi adaptado inúmeras vezes e aqui destacarei as versões para o cinema.
Na verdade, neste post farei a comparação entre as personagens do filme e a narrativa em cada adaptação do livro, como uma competição. Que tal começarmos?


Josephine March

Katharine Hepburn como Jo na versão de 1933


June Allyson como Jo na versão de 1949


Winona Ryder como Jo na versão de 1994:



Minha escolha?

01/07/2014

3 casais fictícios apaixonadamente complicados.

Namorar na vida real é difícil. E tudo parece sempre mais fácil no mundo fictício, certo? Estes três casais provam que a realidade e ser aceitado exatamente como é sempre será um dos melhores tipos de relacionamentos, verdadeiro ou imaginário. Vejam só:


1. Kenickie e Rizzo (Grease, 1978)

Rizzo e Kenickie foram interpretados pelos incríveis atores Stockard Channing e o já, infelizmente, falecido Jeff Conaway.


23/06/2014

O ritmo quente de Dirty Dancing.

Aposto que em algum momento da vida de vocês, alguém tenha dito esta frase: "Ninguém coloca a Baby de lado." E aposto também que alguém disse que Patrick Swayze nesse filme era um sonho (e ele é mesmo, mas logo chegaremos lá). Pois bem, eu tinha ouvido falar desse filme há muito tempo atrás, mas sempre fiquei relutante em assisti-lo.
Eu dizia para mim mesma: "É só mais um filme bobinho de dança. Nada extraordinário." Mas finalmente, um dia, minha curiosidade se tornou insuportável e eu fiz questão de assistir mesmo que fosse para confirmar meus pensamentos. E posso dizer que sou uma fanática - fanática mesmo- por esse filme desde então.

Depois de ver o filme eu entendi o apelo e por que tantas pessoas o amam de paixão. Contudo, não se engane. Dirty Dancing(1987) é um desses filmes que ou você ama ou você odeia. Não há meio termo.
O roteiro foi escrito pela Eleanor Bergstein e como ela mesma afirma, o filme é um tanto autobiográfico sim: "É verdade até o fato de que qualquer autor escreve se baseando em sua própria vida. Eu fui chamada de 'Baby' até os 22 anos, eu fui a Catskills (lá havia uma pousada) com meus pais e eu dançava daquele jeito desde os 10 anos de idade."

08/06/2014

5 regravações incríveis de músicas ícones.

Eu sou uma daquelas pessoas que não acreditam em recriar ou fazer covers de músicas clássicas de outras bandas ou artistas a menos que você saiba o que esteja fazendo. Infelizmente muitos artistas não sabem e acabam estragando versões de músicas incríveis.
Mas...como em tudo na vida, há dois lados de uma mesma moeda, e alguns músicos conseguem criar versões que se equiparam em beleza e em talento das canções originais de músicas que amamos.
Que tal checarmos 5 delas por enquanto? E lembrando que não estão enumeradas por ordem de preferência.

1.  Something - The Beatles e a versão por Frank Sinatra.

A música Something dos Beatles que foi escrita por George Harrison se tornou um clássico e ficou conhecida como uma das canções mais românticas de todos os tempos. Dizem que George escreveu essa música para sua esposa na época, a modelo Pattie Boyd, mas ele nega, mesmo que na biografia de Pattie, Wonderful Tonight, ela afirme que tem certeza que a música é para ela. Controvérsias a parte, essa canção é a a segunda mais regravada dos Beatles, perdendo apenas para Yesterday.
Muitos artistas regravaram essa canção e a que fez o melhor trabalho- na minha opinião, claro- foi o Frank Sinatra. Embora no começo ele creditasse a música a Paul e John( e também não posso culpá-lo já que a maioria das canções do grupo era feitas por eles), Frank fez um incrível trabalho com a canção. Ele não tentou imitar e sim a recriou com o seu próprio jeito e arranjos, tornado 'Something' como se fosse algo seu também. Confira:

                                     (Something- The Beatles)         (Something- regravado por Frank Sinatra)

25/05/2014

A Laranja Mecânica Horrorshow Parte 2

Hoje eu trago a continuação sobre A Laranja Mecânica focando no livro de Anthony Burgess. Acredito que a maioria dos fãs desse autor sabem sua história, mas para aqueles que estão descobrindo aqui vai:
O nome verdadeiro dele era John Burgess Wilson e ele nasceu em 1917. A mãe dele, Elizabeth era uma cantora e dançarina e seu pai, Joseph, era um pianista antes de se empregar em uma profissão mais comum em Manchester.  Sua irmã, Muriel e sua mãe morreram em 1918 da o que ficou conhecida como Gripe Espanhola. Em 1922, seu pai se casou novamente e John continuou com seus estudos.

Reporta-se que ele escreveu sua primeira sinfonia aos 18 anos de idade.


Ficou no exército de 1940 até 1946 e em 1942 ele se casou com sua primeira mulher, Lynne Jones. Para encurtar a história aqui, em 1959 após um colapso na sala de aula em que ele ensinava, John, conhecido agora como Anthony, foi erroneamente diagnosticado com um tumor fatal no cérebro que lhe daria apenas mais alguns anos de vida.
Desesperado, ele que já havia escritos alguns livros, estava obstinado a escrever o máximo que poderia para dar a sua mulher uma vida confortável depois de sua morte. Foi assim que a Laranja Mecânica nasceu.

Inspirado pelas gangues que surgiam na Inglaterra naquela época (fim dos anos 50 e começo dos anos 60), onde os jovens se organizavam em grupos e combatiam entre si por territórios, Anthony começou a escrever o livro. Já o título da obra, como ele mesmo diz em uma entrevista não é inventado não! De acordo com ele:

Em 1945, de volta do exército, eu escutei um Cockney de 80 anos de idade em um pub dizer que alguém era: "queer as a clockwork orange.". O 'queer' não queria dizer homossexual e sim louco. A frase me intrigou com sua fusão improvavelmente demótica e surrealista."