18/01/2015

O efeito Hugh Grant

Hugh Grant e comédias românticas são sinônimos desde 1994, com sua estreia internacional no coração dos apaixonados com o filme 'Quatro Casamentos e um Funeral.' Munido com seu famoso charme inglês e gaguejando por suas falas, Hugh juntamente com Julia Roberts causou o Efeito Notting Hill: o nome de um estudo que mostra que pessoas que vivem assistindo rom-coms tendem a ter uma ideia distorcida da realidade dos relacionamentos.
Eu não concordo, já que desde os tempos Antigos com as fábulas e na Grécia com a Mitologia, o ser humano sempre busca válvulas de escape na arte, quer seja falada ou vista.
De qualquer maneira, este post é dedicado as comédias de Hugh, em seus pontos altos e baixos.
Que tal dar uma olhada?

Acompanhe-nos, por favor. 

10/01/2015

Second Sight - O livro de "Os Dois Mundos de Jennie Logan"

Viagens no tempo à procura de um amor verdadeiro são filmes quase certos de obterem um sucesso imediato. Películas como Em Algum Lugar No Passado (1980), A Casa do Lago(2006) e Eu te amo, Eu te Amo (1968) mostraram que um bom romance é sempre crível não importa em qual século ele esteja inserido.
Minha história com Os Dois Mundos de Jennie Logan já vem de muito longe, com a minha mãe procurando pelo filme. Apaixonei-me de imediato e quando descobri que foi inspirada em um livro fiz de tudo para conseguir uma cópia.

Primeiramente o procurei em sebos, que nem sequer haviam ouvido falar no livro e não, não há sequer um exemplar traduzido para o português, infelizmente. Em segundo, pedi para uma amiga que viajou para o exterior receber a encomenda dele que fiz pela Amazon por mim. Nenhum resultado, já que como era minha primeira vez fazendo compras por lá não consegui realizar a tempo e ela voltou para cá, sem meu livro.. Enfim, após juntar algum dinheiro do meu salário, atrevi-me a entrar na Amazon de novo e depois de dois meses meu livro finalmente chegou em Setembro de 2014!

Fiquei super feliz de receber meu exemplar! 

28/12/2014

Filmes: A Abadia de Northanger de 1987 e 2007

*AVISO: Essa resenha contém spoilers tanto do livro quanto das suas 
adaptações cinematográficas! Não diga que não avisei!* 

A Abadia de Northanger, o primeiro livro que Jane Austen escreveu e porém um dos seus últimos a serem publicados, conta a história de Catherine: uma moça modesta, ingênua e que é grande fã dos livros de mistério gótico da escritora Ann Radcliffe. Convidada por um casal amigo de seus pais, os Allens, Catherine passa a alta temporada em Bath para conhecer pessoas novas. Lá ela faz amizade com os Thorpe, por serem conhecidos da Sra. Allen- aqui ressalto que na época em questão quando em um baile a pessoa só poderia conversar com alguém que era seu conhecido- principalmente com Isabella e John que depois Cath descobre serem nada além de interesseiros.

Mas em sua jornada ela também conhece o encantador Sr. Henry Tilney, um clérigo por volta dos 25 anos, que com seu sarcasmo consegue conquistar Catherine logo em sua primeira dança. Com uma mente muito fértil, assim que ela é convidada pela família Tilney a ser hóspede em sua abadia, a mente fértil de Cath age a mil e assim quase estraga sua felicidade ao lado de quem mais ama.

Ilustração feita para a edição do livro em 1907 por C.E Brock

25/12/2014

A Rainha do Blondie: Debbie Harry

"A única pessoa em quem eu realmente acredito é em eu mesma!"; "Como alguém pode ser mulher e não ser feminista?Essa é minha questão!" e "Você sempre se apaixona pelo cara perigoso ou aquele que é um pouquinho malvado. A gente não consegue evitar!"
Frases assim ditas de forma tão direta, mas ao mesmo tempo de modo tão impactante saíram da boca de Deborah Ann Harry. Adotada com três meses de idade, além de sempre expressar o seu não desejo de ter filhos e até de casar, Debbie fez parte de uma das bandas mais influentes do punk- Blondie- e é considerada até hoje uma figura cult no mundo da música.


22/12/2014

A gótica Abadia de Northanger de Jane Austen

Eu, geralmente, devoro livros numa velocidade rápida demais. Um até três dias é o máximo para que eu leia um exemplar, não importando muito o tamanho. Conto isso não para me gabar, mas para dizer que com os livros de Jane Austen a minha relação é diferente de qualquer outro. Às vezes demoro semanas para ler o livro, simplesmente porque quero saborear cada sarcasmo, cada diálogo e cada descrição.
As histórias de Austen, na minha opinião, devem ser degustadas de forma vagarosa.
Digo isso, porque esse meu padrão continuou ao ler a Abadia de Northanger.
Esse livro ganha como a capa mais linda de 2014 para mim.

17/12/2014

Marilyn Monroe e as Almas Desesperadas de 1952

Marilyn Monroe foi sempre considerada, por mim, uma das grandes atrizes do cinema. Uma,que infelizmente, não confiava em suas capacidades e que esperava a aprovação daqueles à sua volta para se auto validar. A prova concreta disso, ao meu ver,  foi concordar em atuar no filme "Os Desajustados" de 1960, que seu terceiro marido, o roteirista Arthur Miller escreveu como um presente para ela! E que presente mais detestável, retratando-a como o esteriótipo da "loira burra e fatal" que ele esperava que ela fosse.
Mas antes de tudo isso, até antes do seu primeiro grande sucesso com Os Homens Preferem as Loiras de 1953, Marilyn atuou no que podemos considerar seu primeiro papel sério- e protagonista- interpretando uma doce, porém conturbada jovem chamada Nell Forbes, na verdade Nell Munro se nos guiarmos pelo livro. O nome, no filme é claro,  foi mudado porque Monroe e Munro eram muito parecidos. Até demais.
O filme era Almas Desesperadas de 1952.

25/11/2014

Tocando a Distância - Ian Curtis e o gostinho de quero mais do Joy Division

A pergunta mais frequente que escutei ao ler o livro "Tocando a Distância" da esposa do finado Ian Curtis foi: "Quem é esse?"
A maioria das pessoas talvez não estejam familiarizadas com o Joy Division e a figura emblemática do cantor que dava tanto de si no palco quanto na vida. Não os julgo, já que a banda se desfez depois do suicídio de Curtis aos meros 23 anos de idade e à beira de um sucesso internacional nunca concretizado.
Conheci a banda através da música mais famosa deles e àquela que a revista britânica NME nomeou como a melhor canção de todos os tempos: Love Will Tear Us Apart. Fiquei impressionada com a voz marcante e honestamente melancólica de Ian. Precisava saber mais e mais sobre a banda e sobre ele também.
Por isso quando a biografia de Deborah Curtis sobre Ian foi finalmente lançada aqui, com um atraso de 15 anos devo dizer, corri para comprar.
Lançada em 1995, a biografia conta sobre um dos
vocalistas mais emblemáticos do pós-punk.